Ser diagnosticado como
indivíduo com transtornos mentais não é nada fácil em nosso País, mas já foi
muito pior, hoje em dia, apesar da discriminação e rejeição imposta pela
sociedade, os pacientes têm a possibilidade de tratamento e acompanhamento
especializado por profissionais de saúde mental.
Olhando a trajetória
histórica de indivíduos com transtornos mentais, nos deparamos com relatos
desumanos e de grande preocupação. Como aceitar que pessoas, sejam elas adultos
ou crianças, tenham sido tratadas como animais e até mesmo pior que isso?
Ao ler o livro Holocausto Brasileiro da autora Daniela
Arbex, que aborda um dos maiores genocídios, cerca de 60 mil no maior hospício
do Brasil, como a capa do livro já denúncia, Entenderemos o propósito deste
trabalho. O Colônia como era também chamado ficava localizado na cidadezinha de
Barbacena no estado de Minas Gerais de onde muitos dos que ingressavam, mesmo os que não apresentasse nenhum resquício de distúrbio mental eram tratados como
doentes e passavam pelas mais diversas terapias de horrores o que na maioria
sempre resultava em morte.
A intenção é mostrar os erros do passado sem perder a essência e o pesadelo do
que foi para muitos, mas ao mesmo tempo mostrar os avanços desta luta não tão
incomum contra os presídios manicomiais, além de exemplos de sobreviventes
relatados no livro, também mostrar a mesma dificuldade que muitos tiveram em
outros manicômios e acima de tudo seres humanos de bom coração que se dedicaram
nesta nobre causa em cuidar de vidas.
Para que se conseguisse
realizar este trabalho a autora do livro Daniela Arbex, reconstituiu a história do hospital colônia, entrevistando pacientes sobreviventes, psiquiatras, ex-funcionários. Foi pesquisar a fundo a história da luta anti-manicomial no Brasil, revirou arquivos, fez uma vasta pesquisa bibliográfica, lendo Foucault (filósofo francês que estudou e escreveu sobre a loucura) e encontrou o acervo fotográfico de uma reportagem-denúncia feita pela extinta revista O Cruzeiro, com imagens que por si só já contam essa triste história.
A cena se repete várias
vezes entre desencontros e reencontros entre mães e filhos, infelizmente a
sorte não ocorre com todos, como no caso que mais me chamou a atenção, não que
todos não tenham me chamado, mas este foi especial, falo do caso do seu Luiz
Pereira de Melo o “Luizinho”, que foi enviado pela mãe na intenção de tratá-lo
de uma depressão que nunca teve. Nunca mais se viram, somente décadas depois se
reencontrou com a irmã já cega e debilitada.
Histórias como essas
mostram que por mais que o Estado faça na boa intenção de quitar essa dívida histórica,
com pensões ou auxílios conveniados do, não há valor que pague essas
vítimas, que ressarça o que lhes foi tirado. Que é a liberdade, o conforto e
aconchego dos familiares, e porque não de uma vida que jamais poderá ser ao que era.
Matéria escrita por mim e publicada no Jornal criado pelo meu grupo: PsicoNews 1º eidção para o trabalho de Psicologia e formação de Opinião da minha adorável Professora Ivana.
Matéria escrita por mim e publicada no Jornal criado pelo meu grupo: PsicoNews 1º eidção para o trabalho de Psicologia e formação de Opinião da minha adorável Professora Ivana.
"A sanidade é prazerosa e calma, mas não
tem a grandeza, nenhuma verdadeira alegria, nem a horrível tristeza que
dilacera o coração."


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