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Tu ne cede malis sed contra audentior ito,

sábado, 6 de dezembro de 2014

A arte Politicamente incorreta (Grafite, vandalismo e Arte)


Redação da avaliação em sala, entregue ao Prof. Marcello, da disciplina de Comunicação e expressão II do curso de Jornalismo, sobre o tema: Grafite, vandalismo e Arte.

Há muito tempo existe, mas sua discussão dentro das esferas políticas e sociais só entrou em conflito já na construção do muro de Berlim. É necessário ser cauteloso ao escrever estas próximas linhas para não haver uma generalização apressada transcorrida de um falso argumento. Mas afinal? Grafite é pichação, vandalismo ou uma nova maneira de se produzir arte?

Comecei escrevendo sobre o muro de Berlim, pois foi lá na antiga Alemanha separatista que se proliferaram os debates a cerca do tema. Logo, quando foi erguido o muro no ano de 1961, tanto o mundo quanto a Alemanha se dividia em dois blocos, o capitalista (ocidental) e o comunista (oriental). Logo protesto e manifestações aconteceram, inclusive uma nova forma de se manifestar: Os grafites e piches, que ganharam as paredes do muro com frases de repúdio á grafites chamativos ganhou a atenção da mídia.

Dois pontos do último parágrafo que antecede a este, entram em questão: Podemos considerar os piches como uma forma de manifestação? O grafite é uma arte de rua? Vejamos: Partindo de uma análise subjetiva, o piche não é uma forma de se manifestar. É vandalismo, e já tem até lei para quem pratica, ser incriminado judicialmente. Por que? Porque quem executa isso em vias públicas,além de atentar contra o patrimônio público, polui o nosso ambiente visual.
Já em contrapartida, o grafite não. Ele é um novo conceito de arte que contribui para inserir um paradigma em meio a nossa velha e robusta arquitetura ultrapassada do século xx.

Pois bem, como foi falado, há muito tempo existiu, mas precisamente na extinta cidade de Pompéia do também extinto império Romano. Estudos recentes indicam que o modo de comportamento social dos antigos romanos se assemelham ao nosso de hoje. Isso porque alguns arqueólogos evidenciaram em Pompéia por exemplo, banheiros pichados nas portas, com frases daquelas bem sacanas típicas de hoje, mas não só isto, paredes das ruas de Pompeia flagram frases de um amor não correspondido até insultos a Senadores, inclusive ao tão amado Imperador Nero. Coisas como estas levantam e acendem questões para serem ainda ditas.

O fato, é que polemizamos muito o assunto á ponto de criar na maioria das vezes falsas causas, como foi no caso a famosa revolução de 68 na frança. O famoso piche feito por um estudante em uma das ruas de Paris, O : "É proibido proibir" se tornou um marco da esquerda européia sem precedentes.
Assim dizia o saudoso Nelson Rodrigues: "Um bando de vândalos e desocupados lutando por nada, veja bem, por nada".

É o que tem se tornado comum hoje em dia, cabendo ao estado peitar esta pequena minoria vândala.
Mas como nem tudo que reluz é ouro, o Estado babá os trata como vítimas da sociedade, em vez de puni-los e se preocupar com coisas mais produtivas e de bem para a sociedade, como investir em artistas de rua, dando apoio e incentivo aos que querem realmente fazer de nossa sociedade uma obra de arte menos poluente.

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