Olá pessoal, como vão as coisas? Depois de muito tempo distante daqui, eu retomo aquilo que sempre me deu prazer de fazer: Escrever. Para ir aquecendo, enquanto pego o jeito novamente, irei escrever algo muito pertinente as minhas manhãs de toda sexta.
O que acontece? Eu explico. Todas manhãs deste dia eu tenho uma disciplina na faculdade sobre fundamentos de Jornalismo, e acontece que este semestre tenho um livro para leitura. E é dele que farei uma breve análise sobre a questão de corrupção atrelada á ética com o Jornalismo. Parece confuso, né? Nem tanto.
A ideia também é ajudar aos meus colegas que juntos entregaremos na próxima semana se não me engano uma dissertação sobre o tema. Mas enfim. sem mais delongas, vamos ao que interessa.
Antes, já esclarecendo será polêmico.Não é uma dissertação engrandecendo seus feitos e sim uma desconstrução.
Deposto pelo golpe de 1964, o Presidente João Goulart ganhou a imagem de homem íntegro que foi impedido pelos militares de fazer um governo honesto. Porém, trata-se apenas de uma imagem. Em seus dois anos de governo, Jango deu uma boa força ás Falcatruas entre o governo e as empreiteiras.
A informação vem do livro "Minha Razão de Viver, de Samuel Wainer" De acordo com o Jornalista, então diretor do Última Hora e um dos principais aliados do Presidente, o Esquema da época era aquele famoso tipo de CORRUPÇÃO que hoje motiva escândalos.
"Quando se anunciava alguma obra pública, o que valia não era a concorrência- Todas as concorrências vinham com cartas marcadas, funcionavam como mera fachada" Escreveu Wainer, O que tinha valor era a combinação feita entre homens do governo e das empresas por trás das cortinas. "Naturalmente as empresas beneficiadas retribuíam com GENEROSAS DOAÇÕES, sempre clandestinas, á boa vontade do governo". Samuel Wainer afirmou em seu livro que ele próprio entrou no esquema, lavando o dinheiro das empreiteiras por meio de contas de publicidade no Última hora. " Minha tarefa consistia em, tão logo se encerasse a concorrência, recolher junto ao empreiteiro premiado a CONTRIBUIÇÃO DE PRAXE.", Havia tanta intimidade entre as empreiteiras e o governo Jango que elas chegaram a financiar pronunciamentos do Presidente. " O famoso comício das reformas ocorrido em 13 de março de 1964, por exemplo, teve suas despesas pagas por um grupo de empreiteiros", contou Wainer.
Wainer sempre foi um Jornalista apaixonado pelo que fazia, e é através deste argumento que ele tentou se defender na CPI do última Hora e pelo resto de sua vida. De fato, não podemos negar que ele sem dúvidas era um sujeito dedicado no que fazia, mas, não justifica este episódio infeliz de sua brilhante carreira. Se fosse nos dias de hoje o que aconteceria com o Wainer? Ninguém sabe. Mas o surpreendente é que ele não se arrependeu de nada do que fez.
Sem querer neste texto denegrir á imagem do autor, mas um Jornalista não pode jamais colocar uma amizade mesmo com segundas intenções, acima do seu profissionalismo, é anti-ético. O papel do Jornalista é transmitir fatos, notícias etc. Omitir isto é imoral, coisa que a esquerda (na qual Wainer pertencia) construiu com o seu monopólio das falsas virtudes.
Notas: Samuel Wainer, Minha razão de viver, 8 edição, Editora Record, 1987, páginas 237 e 238

Nenhum comentário:
Postar um comentário