O que eu vejo não me agrada
O que sinto se afasta,
Poderia me dá um pouco deste axé
Que brilhantemente você sabe fingir que tem?
Talvez ele me ajude a fingir o que estou vendo
E me aproxime daquilo que você tanto vangloria
A capoeira hoje esta se tornando competição
Regada á um bom bacanal.
Deturpadores da nobre arte
Escravos mórbidos em busca
De glória e mais glória
Assassinos de fundamentos arcaicos.
Respeite á arte o pobre de espirito me diz.
Que arte cara pálida?
Não vestes que vocês mataram á outrora
Á pobre está caída no chão, pedindo socorro!
Agonizando, Não sabes ainda
Qual o seu futuro, sua verossimilhança
Entre de corpo e alma.
De corpo viva, de alma putrificada.
De: Júlio Cesar Silva

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