Mr. Robot é de causar muito logo em seu começo e com
certeza na época de lançamento deve ter abalado o público norte americano pela sua íntima
ligação com os protestos que ocorreram desde da Primavera Árabe para os incautos indo até a Occupy Wall Street (movimento de protesto contra a desigualdade
social e econômica).
O protagonista, o hacker
Elliot Alderson (Rami Malek) é uma espécie de anti-herói
querido que demonstra a Instabilidade emocional e a raiva contra o sistema
econômico global, combinado com uma bondade sincera e cativa.
Mr. Robot é a primeira série que retrata fielmente a cultura
hacker e já ganhou dois Globos de ouro pela sua temporada
de estreia em 2015.
Em questão de poucos instantes se percebe a influência de
outros diretores que o diretor da série Sam Esmail usou em sua série
como David Fincher, porém a qualidade de fotografia tenha parecido
ser bem original. É difícil não lembrar de House of Cards ou
Clube da Luta enquanto se assisti.
Mas Ok! Esse punhado foi só para você ficar por dentro do
que a série é, e do que aborda caso nunca tenha assistido e pretenda ver em
breve.
A mentalidade anticapitalista é explorada quase
que irritantemente com intensidade nos dois primeiros episódios, mas que vai
suavizando depois e deixando mais interessante, trazendo uma proposta
bem revolucionária e, sempre substituindo o termo capitalismo por
corporativismo o que confunde um pouco se você é leigo no assunto, e para os
que entendem é o que a esquerda mais se utiliza como ferramenta para culpar o
sistema econômico invertendo capitalismo com corporativismo e
responsabilizando a exploração, desigualdade nas contas dos que
produzem.
Mr. Robot é uma série que vale a pena ver mesmo
sendo Libertário, Conservador, Comunista ou anarquista. Um trabalho
bacana que às vezes de forma meio torpe tenta compreender os anseios dos
movimentos sociais e da juventude atrapalhada de hoje em todo globo.
A seguir um trecho do pensamento do personagem Elliot sobre
a sociedade:
O que na sociedade te desaponta tanto?
‐ Não sei… Será que é porque todos achamos que Steve Jobs
era um grande homem mesmo sabendo que ganhou milhões
explorando crianças?
Ou talvez porque nossos heróis são uma farsa? O mundo
inteiro é só um grande boato. Assediando uns aos outros com comentários
imbecis disfarçados de opiniões, e as mídias sociais que fingem
promover intimidade. Ou será porque votamos nisso? Não através de
eleições fraudadas, mas com nossas coisas, propriedades, nosso dinheiro. Isso
não é novidade, sabemos por que fazemos isso. Não porque “Jogos vorazes”
nos fazem felizes, mas porque queremos ficar sedados. Porque é doloroso
não fingir, porque somos covardes.
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