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Tu ne cede malis sed contra audentior ito,

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Mr. Robot


 Mr. Robot é de causar muito  logo em seu começo e com certeza na época de lançamento deve ter abalado o público norte americano pela sua íntima ligação com os protestos que ocorreram desde da Primavera Árabe para os incautos indo até a Occupy Wall Street (movimento de protesto contra a desigualdade social e econômica). 

  O protagonista, o hacker Elliot Alderson (Rami Malek) é uma espécie de anti-herói querido que demonstra a Instabilidade emocional e a raiva contra o sistema econômico global, combinado com uma bondade sincera e cativa.  Mr. Robot é a primeira série que retrata fielmente a cultura hacker e já ganhou dois Globos de ouro pela sua temporada de estreia em 2015. 

Em questão de poucos instantes se percebe a influência de outros diretores que o diretor da série Sam Esmail usou em sua série como David Fincher, porém a qualidade de fotografia tenha parecido ser bem original. É difícil não lembrar de House of Cards ou Clube da Luta enquanto se assisti. 
Mas Ok! Esse punhado foi só para você ficar por dentro do que a série é, e do que aborda caso nunca tenha assistido e pretenda ver em breve. 

A mentalidade anticapitalista é explorada quase que irritantemente com intensidade nos dois primeiros episódios, mas que vai suavizando depois e deixando mais interessante, trazendo uma proposta bem revolucionária e, sempre substituindo o termo capitalismo por corporativismo o que confunde um pouco se você é leigo no assunto, e para os que entendem é o que a esquerda mais se utiliza como ferramenta para culpar o sistema econômico invertendo capitalismo com corporativismo e responsabilizando a exploração, desigualdade nas contas dos que produzem.  

Mr. Robot é uma série que vale a pena ver mesmo sendo Libertário, Conservador, Comunista ou anarquista.  Um trabalho bacana que às vezes de forma meio torpe tenta compreender os anseios dos movimentos sociais e da juventude atrapalhada de hoje em todo globo. 

A seguir um trecho do pensamento do personagem Elliot sobre a sociedade:  
 O que na sociedade te desaponta tanto? 
‐ Não sei… Será que é porque todos achamos que Steve Jobs era um grande homem mesmo sabendo que ganhou milhões explorando crianças? 
 Ou talvez porque nossos heróis são uma farsa? O mundo inteiro é só um grande boato. Assediando uns aos outros com comentários imbecis disfarçados de opiniões, e as mídias sociais que fingem promover intimidade. Ou será porque votamos nisso? Não através de eleições fraudadas, mas com nossas coisas, propriedades, nosso dinheiro. Isso não é novidade, sabemos por que fazemos isso. Não porque “Jogos vorazes” nos fazem felizes, mas porque queremos ficar sedados. Porque é doloroso não fingir, porque somos covardes. 



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