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Tu ne cede malis sed contra audentior ito,

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Série: Racismo em pauta ( Zoológicos humanos)




Há menos de 60, existiam zoológicos como este, onde negros, geralmente africanos e índios, eram expostos para pessoas geralmente de predominância branca, sendo muito comum e popular na Europa e na América do Norte desde o século XX.
Um modo bem " sucinto" de empregar outro nome ao invés de "zoológicos humanos" era chamando de "Vila de negros" ou de "exposições etnológicas".

A foto acima é de um um zoológico humano, ou chamem do que acharem melhor (ler-se pior), tirada em 1958 na Bélgica que coincidentemente, ou não foi o último ano e país a ter esse tipo de apresentação.
Não há nenhum censo específico de quantas tribos ou países africanos ou asiáticos tiveram esse tipo de experiência, nem se em todos os casos eram obrigados a realizar tais atos, mas é certo de que países como Congo, Namíbia, Botsuana, África do Sul, Senegal, Sudão e Gana eram constantes em apresentações. Fora também desse "bloco africano" havia ainda Indonésios de predominância Javanesa do sudeste asiático.

Um dos argumentos utilizados na defesa destas exposições se encontra na intenção de enfatizar as diferenças culturais e de evolução tecnológica entre europeus e povos não europeus, procurando, por meio destas, atestar uma suposta "superioridade" ocidental nestes aspectos de comparação.
Para tanto, não raramente estas exposições colocavam pessoas enjauladas juntamente com animais como macacos, numa tentativa nula de mostrar ao público que aqueles povos e suas culturas deteriam mais semelhanças com o mundo animal do que com o humano.


     Logo em baixo a imagem é de um cartaz da época sobre exposições de "Humanos- animais"



Fotografia das jaulas de exposição no Champs de Mars, Paris, em 1895, com mais de 300 nativos       capturados do Senegal e Sudão.

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